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segunda-feira, 16 de abril de 2012

segunda-feira, 9 de abril de 2012

" Bye Bye Ponta Negra, até a próxima Primavera"


"O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso, existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis"
(Fernando Pessoa)
Poderia ter sido uma tarde como tantas que desfrutamos, entremeada de papos cabeça, de perguntas sufocadas e propostas consentidas, sim poderia! Nunca gostei da palavra adeus, ela deixa no ar uma ligação direta com o findar de uma existência de amizades, soando como partidas da vida, prefiro,quando me despeço, dizer, um até mais ver, ou um até breve.









CHEGADA

Chegar a tocar as estrelas, olhos e mãos,
Sentindo vento, soprando a leve brisa no horizonte
Posto que de  onde se parte se chega, e se parte...
Água de rio na foz parte para cachoeira, e chega
Inundando córregos, parte pros lagos e chegando às lagoas,
Partem para os açudes, chegando à ribeira...
De onde se parte se chega... Assim, vida e morte,
Chegamos sem bagagens, e partimos sem bagagens ter.
Acúmulos de desenganos armazenam incertezas,
Criamos dentro de nos, rios e cachoeiras
Seguindo o curso dos rios, criamos nossas fronteiras;
 De onde se chega se parte, se parte e se chega...

Por Deth  Haak
‘A Poetisa dos Ventos”
20/12/2004
Ultimamente ando assim, meio com saudades de mim, dos que já não sorriem quando passam os meses voando como nuvens perfumadas, desfeitas entre os dedos das mãos carregadas de flores, sombreando as cortinas das janelas, por onde entra o sol ardente da liberdade pincelando no amago as cores da amizade semeadas no jardim, onde as palmeiras foleiam poesias, tramadas de amor.

Carlos Morais e Selma Calazans , com gosto do querer voltar, esperamos que essas portas por onde entraram tantas almas poetas, sensíveis, invisíveis, visíveis talentosas, continuem abertas para novamente abrigar as letras de esperanças escritas pelas mãos do meu coração.

Cheguei à meio duma tarde preguiçosa aspirando à brisa que parecia querer dizer que a desesperança no amanhã nunca é para sempre. Creio sermos todos indivíduos eternos, espíritos em processo de evolução e não nos limitamos às muitas, mas ainda ínfimas experiências de uma única vida.
Cercada de as pessoas que nos acompanham nesta grande jornada. "déjà vu", ali estavam às mesmas pessoas identificadas no momento do reencontro, ora deixo que a emoção flua neste universo "desconhecido".
O vento sussurra entre as palhas do jargão algo...  Que sem dúvida, vivemos experiências de vidas que ficaram gravadas em nossa alma.  Então ouvi o tempo ao VENTO dizer, acorde para a vida saudando o destino, cante os versos pastilhados nas calçadas enluaradas e voeje com se chegasse de muitas alvoradas, amando as manhãs chuvosas nas calhas dos cansados telhados.  
E o sol se pôs batendo a porta da lua, clareando o barco de papel que navegava na água límpida dos culturais afetos, enquanto rugia a fechadura espiritual de nossas almas... Caminhei por Sevilha me vi cigana ouvindo os acordes das guitarras em Triana. E como indigente que deixou suas moribundas digitais em tantas portas que nunca se abriram, brindei aos presentes ora ausentes bebendo pingos de luar, gotas de orvalho e senti como são longas e ingratas as asas do tempo que acomodam os que aprendemos a amar e seguimos amando mesmo que não os possa tocar.

Entendi que a vida é feita de momentos, de pedaços, de sonhos que nascem no coração, e despertei nas cercas vivas da Vila Verde amuralhada, entre o azul e o infinito.

 Bênçãos Poeta!






domingo, 8 de janeiro de 2012

V Encuentro Universal de Escritores Vuelven Los Comuneros


Santander recebeu escritores de vários países, bem como os tantos escritores colombianos nos vestimos de literatura e homenageamos a Deusa Água.
A abertura do V Encuentro Universal  de Escritores Vuelven Los Comuneros, se deu no Parque da água, no Aqueduto Metropolitano de Bucaramanga que se iluminou para brindar os poetas visitantes antecipando a decoração natalina.

Aqueduto Metropolitano de Bucaramanga
 Poetas de México, España, Chile, Brasil, República Dominicana, Inglaterra, Ecuador, Argentina, Venezuela, chegaram a Bucaramanga para juntos elevar suas vozes em um grande coral, clamando pelo bem, mas caro do planeta que o capitalismo selvagem se propõe a extinguir.

Tudo quanto é vivo no planeta, é composto principalmente de água. Hoje sabemos que apenas 2,5% da imensa quantidade desse líquido precioso é água doce! No entanto esta água está fortemente contaminada em todo o mundo pela ação irracional de um modelo de desenvolvimento que da ênfase a exploração, e não a sinergia do homem com a natureza.
Não é possível efetuar qualquer mineração ou processo biológico, agrícola, industrial, comercial, social, cultural, ou de qualquer natureza humana que não se envolva a utilização da água. Afirmamos que na história de todas as civilizações, não há nenhuma economia sem água .
Em algum momento na história da humanidade a economia como atividade foi tornando-se o centro de todas as explorações o exclusivo modelo individual e coletivo . Ao invés de produzir para se viver bem, passou-se a viver ou sobreviver para produzir. Desta forma nas sociedades, uma vez que as cooperativas foram divididas de acordo com diferentes níveis de acumulação: excedente de colheita, terra, animais, escravos, mulheres, qualquer coisa que poderia representar um valor para a forma humana entramos na modernidade: leia o Reino da razão no instrumental (Horkheimer, 2004), fomos da acumulação real para o virtual e hoje em que a economia se move em números não temos nenhuma representação real em qualquer lugar.
 A modernidade foi marcada no dizer de Boaventura de Sousa Santos (Santos, 2002), iniciando um contrato social onde natureza foi excluída, sendo como objeto considerada e não o tema do desenvolvimento humano como "externo" para ele. Dessa forma as ideias de economia, progresso, desenvolvimento, montado em um orçamento que, finalmente, provou ser falso. Hoje sabemos que natureza e os seres humanos são interligados de formas tão visíveis  que nos tornamos invisíveis pela ambição excessiva. Água, ar, solo, biomassa, tudo é parte de uma intrincada rede, onde os humanos encadeados, a um equilíbrio delicado quebraram o espaço/tempo, colocando em risco não só o planeta, mas o universo que construímos com instalações androcêntricas. chegamos a uma reflexão específica sobre a água num momento em que a falta de fluido e sua poluição no mundo é assunto das agendas públicas e que os legisladores dão às costas a voz popular que exige um referendo para a água para declará-la como pública como fundamenta o DH.
O valor de uso é definido como um utilitário ou capacidade como uma coisa, mercadoria ou substância para satisfazer uma necessidade humana da sociedade. Ele disse que o valor de uso de qualquer coisa na natureza é físico  propriedade químicas e outras propriedades naturais necessárias à vida. Estas podem ser produzidas pela atividade humana ou ser específico para a natureza: ar, água, solo, biomassa (Borisov).
Os mananciais estão enfermos pela ganância desenfreada do poder, que muda o curso dos rios, promovem feridas nos cumes à busca de riquezas minerais provocando a mudança climática. As geleiras cada vez menores sentem as dores causadas pelas máquinas que perfuram o útero da terra mãe, a busca do sangue negro e mineral no solo contido.
Matam a água em cada continente... Cianureto Mercúrio envenenando seres vivos necessários a preservação do planeta, trucidando vidas. Causando danos sociais e ecológicos
irreparáveis para a humanidade, e com o argumento grotesco de minimizar a pobreza de certas comunidades. Atentos ouvimos o clamor do escritor Colombiano Fernando Soto Aparício, acusando os governos de permitirem a devastação das florestas para extração mineral no seio da Terra Mãe,
Aquecendo o solo, a matar os mangues berçário da vida contínua, devastando a selva e os bosques impedindo que a humidade se propague. 
Emocionante ouvir Fernando Soto Aparício munido dos ideais comunero, relembrar os sacrificados na revolução, destacando a liderança do criolo Juan Francisco de Berbeo. Paralelamente, o mestiço José Antonio de Galán em Zipaquirá ou em Socorro que foi fundamental na mobilização das camadas populares da colônia contra a opressão das autoridades de Nova Granada.

Escritor Ramiro Lago e Fernando Soto Aparício
Agora não são eles os sacrificados! Minando as Minas, minam o meio ambiente, minam a agricultura. Permitem a invasão das terras, a extração dos recursos naturais protegidos, para extraírem Ouro, Ferro e niquél, Carvão devastando tudo o que o planeta quer apenas colorir. Há febre de investimento estrangeiro molhando a mão dos governos com miseráveis regalias em troca deste rico território.  E para salvar deste crime o povo colombiano, não há exercito armado, não há procurador nem personagens... E as leis e os decretos da UNESCO cheios de boas intenções se dão o luxo de tê-la em uma lista de honra. E a terra segue gritando, chora com as torrentes, regurgita com terremotos desmoronamentos e os governos do mundo, não ministram o remédio! Cuidar do meio ambiente, pois ele não foi herdado de nossos pais nós não herdamos a terra de nossos antepassados, ela nos foi emprestada pelo arquiteto do universo para cuidarmos para as gerações futuras, somos guardiões dos que depois de nós virão.

Vou umedecendo minha pena, apontando desmandos dos pseudos poderosos assassinos do planeta... Como Poeta tenho a palavra como arma, e aos intelectuais cabe o dever de escrever para posteridade, deixando legado de seres que não se omitiram como fazem os congressistas. Os eleitos pelo povo com seus carros blindados para defenderem-se dos cidadãos que só reclamam que seu dever de servir ao povo, seja cumprido. Nesse dedicado ofício aos que  nada fazem em defesa de seu torrão, incentivando os  invasores que os corrompem.

E em solidariedade aos irmãos Santanderenhos, levei minha bandeira e aplausos  pela luta em preservar El Paramo de Santurbán. Assista o Vídeo que a TV catequista não vinculou


Pelo futuro da humanidade participamos deste V Encontro Universal de Escritores, e emprestamos nossas vozes aos desfavorecidos as minorias caladas pelo medo, sem terra sem teto sem chão e sem pão. Sem crença sem comunhão, salvados poetas com a pena na mão, alçamos as vozes em nome da preservação; Viva ÁGUA !

A humanidade nos reclama nesta grave crise, em que os credos, modelos econômicos e políticos não fornecem uma contra partida digna e justa que reivindique para os seres humanos e a mãe natureza em todo seu conteúdo a harmonia por Deus desejada. Urge a necessidade de união entre os trabalhadores da arte, a missão de por em prática o dom para além da sua criação estética. Não podemos permanecer contemplando de braços cruzados a destruição do planeta, a humanidade nos convoca, então vamos ajudar a redesenhar seu destino conectando a estética do nosso trabalho com ética para abater a tragédia que nos assola, restaurando anseios de um sonho possível e a confiança nos homens e mulheres que são mais que capitais de consumo e materialidade... Tornando possível o antes utópico. 

Aceitei a convocação comprometida que sou com as coisas e as causas do Planeta. Deixei meu rasto nessa cruzada, comunera que sou, em defesa da humanidade.

“Cada um constrói, dia por dia, hora por hora, muitas vezes sem mesmo o saber, seu próprio futuro. A sorte que nos cabe na vida atual foi preparada pelas nossas ações anteriores, da mesma forma edificamos no presente as condições da existência”.   Nonato Marques




Poesia é o oásis, maná, o arco-íris, o farol que ilumina o caminho para o "porto seguro" de verificadas saudades… Cada poeta é um missionário… Portador de boas novas e cada encontro é um templo sagrado para pregar a parábola do compromisso.

 Hernando Ardila González- Organizador deste magno evento.




Monção do V ENCUENTRO UNIVERSAL DE ESCRITORES
VUELVEN LOS COMUNEROS
SANTANDER - COLOMBIA
DEL 10 AL 14 DE NOVIEMBRE
HOMENAJE AL AGUA

Nós, poetas e escritores, de diferentes partes da geografia universal nesta homenagem a água, erguemos nossa voz como um alerta de solidariedade a todos os povos afetados por empresas nacionais e internacionais que depredam as fontes de vida para obter benefícios capitais contra a Mãe Natureza.

Unimo-nos em uma só voz, e através da poesia unificadora da esperança, elevamos um grito comunero em favor da vida, e da autodeterminação dos povos a levarem seus próprios projetos libertários, a favor de uma educação gratuita e inclusiva em todos os níveis e modalidades.
E a favor da esperança que jamais seja perdida, não deve ser dizimada, pelas propostas massificadas que nos vendem os meios de comunicação, para construir um pensamento globalizado. Aniquilando culturas, originária de nossos povos dominados pela desinformação que os condena a morte e a alienação constante, pelas grandes corporações que ameaçam incitando no consciente coletivo o afamado consumismo.

Neste V Encontro Universal de Escritores, nos Poetas e escritores aqui reunidos, participamos cocientes que somos do progresso autónomo dos povos, e elevamos nossa voz pela vida, solidários com a luta dos povos pela paz e pela justiça social. Pelas diferentes guerras, ocasionadas pelo poder e as constantes ameaças contra nossos povos originários, erguemos um brado por respeito aos seres humanos, e por nossa forma de ver que se extingue a vida, exigimos que preservem os nossos recursos naturais, especialmente a água.

Uma nascente de agua sem contaminação é a garantia da vida em qualquer parte do planeta. E na luta por um mundo mais saudável menos contaminado por dejetos, levamos em conta que o ser humano deve apelar para sua ancestralidade, onde a agua simboliza o sagrado.
Cantamos ao Deus Rio, a Deusa Chuva, e aos mares que vão e vem em cada uma de nossas costas e sonhamos com uma realidade, longe das utopias, onde  a água deixe de ser vertente de substancias química, radioativa tão contaminante. Assim como protestamos pelo abuso de quem com a força do capital, se apropria das fontes de águas límpidas devolvendo a mesma contaminada.

Somos solidários com essa parte da humanidade que sofre de sede, que não tem agua necessária para suas necessidades cotidianas e nem se quer pode desenvolver um plantio sustentável por falta de agua para regar sua semeadura. Com essa parte da humanidade que tem que pagar caro para adquirir a mesma, que em muitos países é tão cara como para nos é a vida. Levantamos nossas vozes porque nos  opomos à guerra pela água.

Este recurso natural pertence a todos nos e é por ele que além de unir nossas vozes pela preservação do meio ambiente proclamamos um basta de contaminação a agua, porque em sua ausência, a vida perderá o sentido. A agua é o bem natural mais importante, é por ela que a vida se mantém no planeta terra.

Esse foi o sentido humanitário desse encontro. Elevamos nossas vozes como um rio de esperança conscientizando a alma dessa cidade que nos acolheu. Bucaramanga a capital da poesia e da beleza. Semeamos bosques para conservar os rios. Semeamos palavras para alimentar as consciências.






Redatora da monção:  Ingrid Chicote- Venezuela
Tradução: Deth Haak
“A Poetisa dos Ventos” Natal- Brasil



domingo, 11 de setembro de 2011

" Falta de Educação, O oitavo pecado"


" O importante da educação não é o conhecimento dos fatos, mas dos valores.”
( Dean William R. Cinge )
 


Ser educado é algo admirável, mas ultimamente a solução é ignorar os ignorantes porque jamais vão entender qualquer explicação para melhorarem o comportamento. Com o passar do tempo ou eles mudam para melhor, ou continuam vivendo na ignorância por não ter capacidade de raciocinar que “o direito de um termina quando o direito do outro começa”. Pode ser falta de capacidade?! Pode! Afeta as pessoas, mas afeta muito mais quem rola na lama da ignorância acreditando que tem liberdade para fazer tudo o que quer.



Lamentável… Dignos da miséria humana que “acha” que pode tudo!  Observe: na maior parte são pessoas infelizes e agressivas porque vivem nas trevas, vivem no “apagão” da boa convivência em sociedade! “ há apagão” na educação!”
"O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele."
 ( Immanuel Kant )
 Hoje, uma das coisas que mais me impressionam é a falta de educação e de valores do ser humano. Não me faltam exemplos de pequenos e grandes atos em que vejo prevalecer o interesse pessoal em detrimento do respeito pelo outro ou pelo meio ambiente e imperar a Lei de Gerson – a lei de levar vantagem em tudo.
UFRN-
Não estou mais conseguindo aceitar passivamente a falta de educação e a grosseria!Às vezes me pego a teclar com meus botões, será que estou na menopausa? Não me recordo dessa irritabilidade, que as pessoas mal educadas estão me causando há anos atrás.
“A educação é aquilo que sobrevive depois que tudo o que aprendemos foi esquecido”.

B. F. Skinner
Exemplo que vejo dessa perda de modos e boa educação é quando, num local de grande concentração de pessoas, seja numa feira livre, num show ou num ônibus/metro/trem , você esbarra com mais forca em alguém e pede desculpas, ou simplesmente pede licença para passar por onde ela está e essa pessoa e muitos ao redor, te olham com cara de estranheza. Como quem se pergunta "de que planeta essa ai veio?". Vejo que essa interação polida com estranhos se perdeu por completo.


Vamos a situações que têm me causado repulsa nos últimos tempos. A começar pelo comportamento das pessoas nos eventos e teatros que tenho frequentado, a inversão de valores parece modismo nos tempos atuais! As pessoas saem de suas casas para uma audição de poesias  ou espetáculos, e agem como se estivessem em mesas de botequins de quinta no submundo das cidades. Ora como poeta, saio para determinados eventos para alimentar a alma e volto como a Nêga Joaquina no tronco, ou ,melhor com a macaca...

Sem querer me adonar da  educação exarcebada, é insuportável enquanto uns se apresentam, outros conseguem até mesmo dar as costas, isso quando não estão falando no meio das apresentações. Há poucos dias, perdi a paciência no teatro e ai, baixa a Maria lata d´agua. Dona Julia a senhora minha mãe, sempre disse que essa sua filha, vai  do Caís do Porto ao Itamaraty em um só sopro. Venho procurando amenizar essa procela, e para isso tenho que conviver em comunidade, mas penso que estou velha demais para tolerar a tamanha falta de educação e respeito nos últimos tempos.
“ Quando um burro fala, o outro abaixa a orelha”
Quem de nós se esqueceu desta máxima? Coisas de menino nos bancos escolares. Putz tá difícil...

 No supermercado: aí observo vagas de estacionamento exclusivas de deficientes e idosos ocupadas, na maioria das vezes, por jovens saudáveis.


No aeroporto, a prioridade na fila de embarque para os voos (sempre anunciada) é de pessoas mais velhas ou com crianças, mas quem geralmente entra primeiro no avião são executivos apressados ou passageiros que temem perder a viagem.

Nos ônibus, mais uma vez os idosos saem perdendo: eles normalmente têm que fazer o trajeto em pé enquanto indivíduos de bem menos idade seguem acreditando que merecem o conforto de irem sentados.
Nas ruas, noto gente ignorando as fezes deixadas por seus cães. Nos cinemas, apesar das advertências, celulares tocando alto e sendo atendidos para conversas sem importância. Neste exato momento estou vivendo essa agressão, meu vizinho podando a árvore e acumulando os galhos enfrente a minha casa, local que mantenho limpo com um jardim plantado por mim.


A
Aqui não é sua casa
Portanto, mantenha limpo
Pois se o vento criar asa
Vai te reduzir á pinto!
Deth Haak
Haja paciência, vou ter que conviver com esse cenário até que eu pague a alguém para retirar, e jogar em qualquer lugar, para continuar poluindo o meio ambiente, entupindo a boca de lobo. É ou, não é falta de educação, não respeitar o outro? Ele acha que é obrigação do Município retirar entulhos das ruas.
Dentro do avião isso também ocorre, mesmo quando a instrução para que os aparelhos sejam desligados já foi dada. No comércio, sobram episódios de atendentes sendo maltratados por clientes que se acham detentores absolutos da razão. E no trânsito... Como as pessoas se transformam! Como se acham poderosas dentro de um automóvel!
Na praia, mais decepção: quanto lixo na areia, na água... Fico imaginando o “capricho” dos responsáveis por toda essa sujeira dentro de casa e a falta de educação e atenção com os seus entes queridos. A boa educação está em dar uma forma educada às nossas palavras justamente para não sermos grosseiros e agressivos. A questão não passa em momento algum por "nossas verdadeiras intenções".
aliás, nada mais incomum do que ser 100% educado e polido com quem você quer ver morto.
Alias, diz a minha mãe, boa educação a gente precisa é pra tratar quem odeia: porque já somos naturalmente polidos com quem gostamos....
Bem, como eu disse logo de início, exemplos não faltam para lamentar – eu poderia encher muitas páginas com eles. Refletindo a respeito, pergunto-me onde foram parar os valores do homem. Não consigo compreender como as pessoas aceitam trocar cidadania, educação, gentileza e a possibilidade de estar em harmonia com seus pares pelo prazer sádico de obter vantagem sobre os outros de forma antiética.



Apesar de tudo isso, digo e repito, quantas vezes for necessário: os que cultivam educação, respeito e valores positivos, colhem resultados melhores e duradouros para sua vida pessoal, profissional, familiar e comunitária, até porque, desse modo, conseguem manter uma boa imagem perante a sociedade. A fórmula para tanto é simples e, inclusive, muito antiga: respeitar e tratar os outros, como você próprio gostaria de ser respeitado e tratado. Se todos seguissem essa regra, com certeza a maioria – se não a totalidade – dos conflitos do mundo estaria resolvido.

Teria uma lista inesgotável de atitudes que já presenciei ou vivi!  Para tentar exorcizar essa puta falta de educação, resolvi escrever esse post na esperança de amenizar o que sinto nestes momentos, nem preciso me esforçar nada para lembrar! Todo dia temos que conviver com estas "deselegâncias"! Pessoas que  arrotam em qualquer lugar , espirram sem colocar a mão à frente,  coçam o saco, passam à frente de outra pessoa na fila, não seguram as flatulências.........

No livro " Educação enferruja, por falta de uso", de Toulouse-Lautrec, pintor francês, tem um texto chamado “A elegância de comportamento” que fala de uma elegância própria, “desobrigada” e natural. Isso porque ela não tem a ver com manuais de etiqueta, mas com convicção pessoal. Trata-se de uma postura que decorre de um profundo respeito por si e pelo outro. É deselegante ser mal educado!
Existe uma coisa difícil de ser ensinada e que, talvez por isso, esteja cada vez mais rara: a elegância comportamento. É um dom que vai muito além do uso correto dos talheres e que abrange bem mais do que dizer um simples obrigado diante de uma gentileza.

http://olhar45.blogspot.com/2008/05/gentileza-figura-lendria-pregava-perdo.html
É a elegância que nos acompanha da primeira hora da manhã até a hora de dormir, e que se manifesta nas situações mais prosaicas, quando não há festa alguma nem fotógrafos por perto. É uma elegância desobrigada. É possível detectá-la nas pessoas que elogiam mais do que criticam. Nas pessoas que escutam mais do que falam. E quando falam, passam longe da fofoca, das pequenas maldades ampliadas no boca a boca. É possível detectá-la nas pessoas que não usam um tom superior de voz ao se dirigir aos flanelinhas, por exemplo. Nas pessoas que evitam assuntos constrangedores porque não sentem prazer em humilhar os outros. É possível detectá-la em pessoas pontuais. Elegante é quem demonstra interesse por assuntos que desconhece, é quem presenteia fora das datas festivas, é quem cumpre o que promete e, ao receber uma ligação, não recomenda à secretária que pergunte antes quem está falando e só depois manda dizer se está ou não está é oferecer flores, é não ficar espaçoso demais. É você fazer algo por alguém, e este alguém jamais saber que você teve que se arrebentar para fazê-lo... Porém, é elegante reconhecer o esforço, a amizade e as qualidades dos outros, é não mudar seu estilo apenas para se adaptar ao outro.

É não falar de dinheiro em bate-papos informais. É retribuir carinho e solidariedade. É o silêncio, diante de uma rejeição...
  Sobrenome, jóias e nariz empinado não substituem a elegância do gesto.
  Não há livro que ensine alguém a ter uma visão generosa do mundo, a estar nele de uma forma não arrogante. É elegante a gentileza. Atitudes gentis falam mais que mil imagens... Abrir a porta do carro para alguém é dar o lugar para alguém sentar... Sorrir, sempre , faz um bem danado para a alma e deixa a face longe do botox... Oferecer ajuda e olhar nos olhos, ao conversar é essencialmente elegante...

 Pode-se tentar capturar esta delicadeza natural pela observação, mas tentar imitá-la é improdutivo. A saída é desenvolver em si mesmo a arte de conviver, que independe de status social: Se os amigos não merecem certa cordialidade, os desafetos é que não irá desfrutá-los.

Adaptação de texto extraído do Livro: EDUCAÇÃO ENFERRUJA POR FALTA DE USO [pintor francês e deficiente físico, Henri TOULOUSE LAUTREC (1864-1901).
  Quando adotamos uma atitude educada, damos passagem, esperamos as pessoas terminarem de falar, é ser gentil etc. muitas vezes nos confundem com "amigos", mas também nos confundem com 'fracos'. É como se a gentileza fosse um atributo da servidão... Os escravos devem ser gentis, mas os senhores podem chicoteá-los (podem ou devem, para deixar claro que são os senhores.
Roberto Da Matta  quando explorava o "tempo social da espera". Ele dizia, entre outras coisas, que no Brasil fazer esperar é um atributo de quem tem poder, daí, todo mundo gosta de dar uma atrasadinha pra não ficar por baixo.

 "É falta de educação calar um idiota, e crueldade deixá-lo prosseguir" ...
 Todos os atributos de educação, como a pontualidade, por exemplo, acabam sendo identificados com alguma forma de submissão. Daí, como lembrou o Fernando Serboncini, a boa educação se limita a "se eu não encostar em vocế, não falar palavrão ou não agredir pessoalmente" (e por agredir, acho que é dedo no olho e tapa na cara, pois o verbo parece liberado nessa percepção reduzida de boa educação).

Enfim, em 'Casa Grande e Senzala' se encontra a 'Microfísica do Poder' (só pra fazer uma citaçãozinha e fingir erudição).
Deus nos livre desses “apagadinhos” !!!

"Lembre-se de que colheremos infalivelmente aquilo que houvermos semeado. Se estamos sofrendo, é porque estamos colhendo os frutos amargos das sementeiras errôneas. Fique alerta quanto ao momento presente. Plante apenas sementes de sinceridade e de amor, para colher amanhã os frutos doces da alegria e da felicidade. Cada um colhe, exatamente, aquilo que plantou."O importante de fato é a educação, pois civilidade cabe em qualquer bolso e lugar, estamos vivendo situações absurdas independente de berço.

Onde o ensino é relegado,
E as letras não têm valor,
Há de pagar ao soldado,
Quem não paga ao professor!
Antônio Oliveira
Se você acha que a educação é cara, tenha a coragem de experimentar a ignorância”
  (Derek Bok)






terça-feira, 6 de setembro de 2011

Independência, de que mesmo heimmmm?



Dependentes de melhor renda distribuída, 30% da população abaixo da linha de pobreza, dependentes da Educação que incide a precariedade mais que perversa aos mais pobres, dependentes de saúde que não consegue atender com qualidade e dignidade uma grande parte da população, que muitas vezes não tem condições sequer de marcar uma consulta ou quando consegue em muitos casos demora meses para sua efetivação, mas dependentes...
Imagem de Aldair Dantas- Hospital Walfredo Gurgel
Da cega justiça extremamente morosa e de difícil acesso para os mais pobres, aplicando penas aos ladrões de galinha e absolvendo os saqueadores do erário publico, com defensorias públicas ainda bastante insuficientes e com inúmeros privilégios para quem tem dinheiro...




A faixa cobrindo-lhe os olhos significava imparcialidade: ela não via diferença entre as partes em litígio, fossem ricos ou pobres, poderosos ou humildes, grandes ou pequenos. Suas decisões, justas e prudentes, não eram fundamentadas na personalidade, nas qualidades ou no poder das pessoas, mas na sabedoria das leis. Hoje, mantida ainda a venda, pretende-se conferir à estátua de Diké a imagem de uma Justiça que, cega, concede a cada, um o que é seu sem conhecer o litigante. Imparcial, não distingue o sábio do analfabeto; o detentor do poder do desamparado; o forte do fraco; o maltrapilho do abastado. A todos, aplica o reto Direito.
A história diz que ela foi exilada na constelação de Virgem mas foi trazida de volta à Terra para corrigir as injustiças dos homens que começaram a acontecer.
Mais tarde, em Roma, a mulher passou a ser a deusa Iustitia (ou Justitia) , de olhos vendados, que, com as duas mãos, sustentava uma balança, já com o fiel ao meio. Para os romanos, a Iustitia personifica a Justiça. Ela tem os olhos vendados(para ouvir bem) e segura a balança com as mãos (o que significa ter uma atitude bem firme). Distribuía a justiça por meio da balança que segurava com as duas mãos. Ela ficava de pé e tinha os olhos vendados; dizia (declarava) o direito (jus) quando o fiel (lingueta da balança indicadora de equilíbrio) estava completamente vertical.
Isso nos mostra o contraste entre o gênio prático dos romanos e a sabedoria teórica dos gregos; vale a pena relembrar que a influência de nosso direito é romana. O Brasil precisa rever esse contexto!

 

 
Benjor cantou:
“Moro num país tropical, abençoado por Deus
E bonito por natureza, mas que beleza
Em fevereiro (em fevereiro)
Tem carnaval (tem carnaval)...

Rolf Haak já dizia: Venham para o Rio de Janeiro no CARNAVAL, não tem violência, todos estão solidários nos barracões das escolas de samba. “ Povo patriota" durante a Copa do Mundo! Mata e morre nos estádios de futebol. Conta a fábula, que na criação do mundo quando os anjos interpelaram o criador por tanta beleza e fartura colocada no Brasil, o Pai falou:
Calma: vocês irão ver o Povo que o habitará...

O Brasil se tornou Independente e o povo mais pobre se quer acompanhou ou entendeu o significado da "INDEPENDÊNCIA !" A estrutura agrária continuou a mesma, a escravidão se manteve e a distribuição de renda continuou desigual. A elite agrária, que deu suporte D. Pedro I, foi à camada que mais se beneficiou.


E continua se beneficiando, basta rever os sobrenomes que ocupam os quadros do Senado Federal, Congresso Nacional, Governo nas Capitais...

Os grandes latifundiários decidindo os destinos da nação, não mudaram nada! “ Temo no próximo ano, dia Sete de Setembro dia da Independência do Brasil , não nas margens do Ipiranga, mais daqui do Rio Grande do Norte cotovelo do Brasil, na linha do equador ter que voltar a gritar, não como D. Pedro I, Independência ou morte, pois o meu povo, já morre sem sáude , sem educação de fome e de sede, e sim como brasileira " Acorda
Brasil" !

Independência, de que ????

P  Pessoal, não é lorota o que escrevo!
A A atividade política que presumo
T tece o vilipêndio no aparentar coeso;
R  razão intrínseca no ser humano:
I  Iludir as partes, na premissa que vejo
A  Aqueles que nos humilha até no sono...

A  A natureza disfarçada de muitos
M molda os formatos da realidade,
A afetando a memória dos ilusos
D  dimanando a burrocracia é verdade;
A  anarquistas, a conduzir os exclusos!

B brava gente, prenhe de mistérios
R reaja a desigualdade que nos assola
A arquitetemos o extermínio dos deletérios
S surrupiadores, que ao Povo doa esmola;
I impunes das leis, que em seus ministérios
L laminam a espada de Dâmocles!

por Deth Haak
“A Poetisa dos Ventos”
Sociedade dos Poetas Vivos e Afins-RN
Cônsul Poeta Del Mundo – PN
Embaixadora Universal da Paz
“Que país é este
Que junta milhões numa marcha gay,
Outros milhões numa marcha evangélica,
Muitas centenas numa marcha a favor da maconha,
Mas que não se mobiliza contra a corrupção?”
(07/07/2011 Juan Arias, correspondente no Brasil do jornal espanhol El País)
 
 PÁTRIA AMADA

MÃE GENTIL QUE MATA FILHOS,

E PAIS SEM DIGNIDADE, MORRENDO

ESTÃO SEUS MENINOS NA PRIMEIRA IDADE...

TEMEM SER JOGADOS À PRÓPRIA SORTE,

GRITAM ÀS MARGENS DE SEUS RIOS ASSOREADOS

 INVADEM TERRAS DEVOLUTAS

FAMINTOS, AMADA PÁTRIA DOURADA.



FOGEM DA LUTA, SEUS FILHOS DESNUTRIDOS,

DESERTORES DA AMADA PÁTRIA, DOENTES.

 ESCOLAS DESTRUÍDAS, PANELAS VAZIAS, BOLSOS CERZIDOS,

DESERTORES DA AMADA PÁTRIA FAMINTA.



MÃE DESALMADA, GIGANTE DESTRUÍDAS SUAS MATAS,

ESPELHAM FUTURO DESESPERANÇADO,

INJUSTIÇADO, ENFERMO. AMADA PÁTRIA DOENTE,

OS BRAÇOS FRACOS ANSEIAM  IGUALDADE,

 IMPOTENTE AMADA PÁTRIA.



BRITADEIRAS, BOMBAS E CAÇAMBAS,

PROVOCAM TUMORES EM SEU ÚTERO,

JORRA DO FUNDO SEU SANGUE NEGRO,

MÃE DESNUTRIDA,SUTURADA, QUEIMADA, FERIDA,

  QUANTA HERESIA... AMADA PÁTRIA PROMETIDA...
dh 27/04/2005
" A Poetisa dos Ventos"

 
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