segunda-feira, 16 de abril de 2012
segunda-feira, 9 de abril de 2012
" Bye Bye Ponta Negra, até a próxima Primavera"
"O valor das coisas não está
no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso,
existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas
incomparáveis"
(Fernando Pessoa)
Poderia ter sido uma tarde como tantas
que desfrutamos, entremeada de papos cabeça, de perguntas sufocadas e propostas
consentidas, sim poderia! Nunca gostei da palavra adeus, ela deixa no ar uma
ligação direta com o findar de uma existência de amizades, soando como partidas
da vida, prefiro,quando me despeço, dizer, um até mais ver, ou um até breve.
CHEGADA
Chegar a tocar as estrelas, olhos
e mãos,
Sentindo vento, soprando a leve
brisa no horizonte
Posto que de onde se parte se chega, e se parte...
Água de rio na foz parte para
cachoeira, e chega
Inundando córregos, parte pros lagos
e chegando às lagoas,
Partem para os açudes, chegando
à ribeira...
De onde se parte se chega...
Assim, vida e morte,
Chegamos sem bagagens, e partimos
sem bagagens ter.
Acúmulos de desenganos armazenam
incertezas,
Criamos dentro de nos, rios e
cachoeiras
Seguindo o curso dos rios,
criamos nossas fronteiras;
De onde se chega se parte, se parte e se chega...
Por Deth Haak
‘A Poetisa dos Ventos”
20/12/2004
Ultimamente ando assim, meio com
saudades de mim, dos que já não sorriem quando passam os meses voando como nuvens
perfumadas, desfeitas entre os dedos das mãos carregadas de flores, sombreando
as cortinas das janelas, por onde entra o sol ardente da liberdade pincelando no
amago as cores da amizade semeadas no jardim,
onde as palmeiras foleiam poesias, tramadas de amor.
Cheguei à meio duma tarde preguiçosa
aspirando à brisa que parecia querer dizer que a desesperança no amanhã nunca é
para sempre. Creio sermos todos indivíduos eternos, espíritos em processo de
evolução e não nos limitamos às muitas, mas ainda ínfimas experiências de uma
única vida.
O vento sussurra entre as palhas do jargão algo... Que sem dúvida, vivemos experiências de vidas que ficaram gravadas em nossa alma. Então ouvi o tempo ao VENTO dizer, acorde para a vida saudando o destino, cante os versos pastilhados nas calçadas enluaradas e voeje com se chegasse de muitas alvoradas, amando as manhãs chuvosas nas calhas dos cansados telhados.
Entendi que a vida é feita de
momentos, de pedaços, de sonhos que nascem no coração, e despertei nas cercas
vivas da Vila Verde amuralhada, entre o azul e o infinito.
Bênçãos Poeta!
Cobertura completa aqui: http://vivicultura.blogspot.com.br/2012/04/sarau-da-despedida.html
domingo, 8 de janeiro de 2012
V Encuentro Universal de Escritores Vuelven Los Comuneros
Santander recebeu escritores de vários países, bem como os tantos
escritores colombianos nos vestimos de literatura e homenageamos a Deusa Água.
A abertura do V Encuentro Universal de Escritores Vuelven Los Comuneros, se deu no
Parque da água, no Aqueduto Metropolitano de Bucaramanga que se iluminou para brindar os poetas visitantes antecipando a decoração natalina.
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| Aqueduto Metropolitano de Bucaramanga |
Poetas de México,
España, Chile, Brasil, República Dominicana, Inglaterra, Ecuador, Argentina,
Venezuela, chegaram a Bucaramanga para juntos elevar suas vozes em um grande
coral, clamando pelo bem, mas caro do planeta que o capitalismo selvagem se propõe
a extinguir.
Tudo quanto é vivo no planeta, é composto principalmente de
água. Hoje sabemos que apenas 2,5% da imensa quantidade desse líquido precioso
é água doce! No entanto esta água está fortemente contaminada em todo o mundo
pela ação irracional de um modelo de desenvolvimento que da ênfase a
exploração, e não a sinergia do homem com a natureza.
Não é possível efetuar qualquer mineração ou processo
biológico, agrícola, industrial, comercial, social, cultural, ou de qualquer
natureza humana que não se envolva a utilização da água. Afirmamos que na
história de todas as civilizações, não há nenhuma economia sem água .
Em algum momento na história da humanidade a economia como
atividade foi tornando-se o centro de todas as explorações o exclusivo modelo
individual e coletivo . Ao invés de produzir para se viver bem, passou-se a
viver ou sobreviver para produzir. Desta forma nas sociedades, uma vez que as
cooperativas foram divididas de acordo com diferentes níveis de acumulação:
excedente de colheita, terra, animais, escravos, mulheres, qualquer coisa que
poderia representar um valor para a forma humana entramos na modernidade: leia
o Reino da razão no instrumental (Horkheimer, 2004), fomos da acumulação real
para o virtual e hoje em que a economia se move em números não temos nenhuma
representação real em qualquer lugar.
A modernidade foi
marcada no dizer de Boaventura de Sousa Santos (Santos, 2002), iniciando um
contrato social onde natureza foi excluída, sendo como objeto considerada e não
o tema do desenvolvimento humano como "externo" para ele. Dessa forma
as ideias de economia, progresso, desenvolvimento, montado em um orçamento que,
finalmente, provou ser falso. Hoje sabemos que natureza e os seres humanos são
interligados de formas tão visíveis que
nos tornamos invisíveis pela ambição excessiva. Água, ar, solo, biomassa, tudo
é parte de uma intrincada rede, onde os humanos encadeados, a um equilíbrio
delicado quebraram o espaço/tempo, colocando em risco não só o planeta, mas o
universo que construímos com instalações androcêntricas. chegamos a uma reflexão específica sobre a água
num momento em que a falta de fluido e sua poluição no mundo é assunto das
agendas públicas e que os legisladores dão às costas a voz popular que exige um
referendo para a água para declará-la como pública como fundamenta o DH.
O valor de uso é definido como um utilitário ou capacidade
como uma coisa, mercadoria ou substância para satisfazer uma necessidade humana
da sociedade. Ele disse que o valor de uso de qualquer coisa na natureza é
físico propriedade químicas e outras
propriedades naturais necessárias à vida. Estas podem ser produzidas pela
atividade humana ou ser específico para a natureza: ar, água, solo, biomassa
(Borisov).
Os mananciais estão enfermos pela ganância desenfreada do
poder, que muda o curso dos rios, promovem feridas nos cumes à busca de
riquezas minerais provocando a mudança climática. As geleiras cada vez menores
sentem as dores causadas pelas máquinas que perfuram o útero da terra mãe, a
busca do sangue negro e mineral no solo contido.
Matam a água em cada continente... Cianureto Mercúrio
envenenando seres vivos necessários a preservação do planeta, trucidando vidas.
Causando danos sociais e ecológicos
irreparáveis para a humanidade, e com o argumento grotesco
de minimizar a pobreza de certas comunidades. Atentos ouvimos o clamor do
escritor Colombiano Fernando Soto Aparício, acusando os governos de permitirem
a devastação das florestas para extração mineral no seio da Terra Mãe,
Aquecendo o solo, a matar os mangues berçário da vida
contínua, devastando a selva e os bosques impedindo que a humidade se propague.
Emocionante ouvir Fernando Soto Aparício munido dos ideais comunero, relembrar
os sacrificados na revolução, destacando a liderança do criolo Juan Francisco
de Berbeo. Paralelamente, o mestiço José Antonio de Galán em Zipaquirá ou em
Socorro que foi fundamental na mobilização das camadas populares da colônia
contra a opressão das autoridades de Nova Granada.
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| Escritor Ramiro Lago e Fernando Soto Aparício |
Agora não são eles os
sacrificados! Minando as Minas, minam o meio ambiente, minam a agricultura.
Permitem a invasão das terras, a extração dos recursos naturais protegidos,
para extraírem Ouro, Ferro e niquél, Carvão devastando tudo o que o planeta quer
apenas colorir. Há febre de investimento estrangeiro molhando a mão dos
governos com miseráveis regalias em troca deste rico território. E para salvar deste crime o povo colombiano,
não há exercito armado, não há procurador nem personagens... E as leis e os
decretos da UNESCO cheios de boas intenções se dão o luxo de tê-la em uma lista
de honra. E a terra segue gritando, chora com as torrentes, regurgita com
terremotos desmoronamentos e os governos do mundo, não ministram o remédio! Cuidar
do meio ambiente, pois ele não foi herdado de nossos pais nós não herdamos a
terra de nossos antepassados, ela nos foi emprestada pelo arquiteto do universo
para cuidarmos para as gerações futuras, somos guardiões dos que depois de nós
virão.
Vou umedecendo minha pena, apontando desmandos dos pseudos
poderosos assassinos do planeta... Como Poeta tenho a palavra como arma, e aos intelectuais
cabe o dever de escrever para posteridade, deixando legado de seres que não se omitiram
como fazem os congressistas. Os eleitos pelo povo com seus carros blindados
para defenderem-se dos cidadãos que só reclamam que seu dever de servir ao povo,
seja cumprido. Nesse dedicado ofício aos que nada fazem em defesa de seu torrão,
incentivando os invasores que os
corrompem.
E em solidariedade aos irmãos Santanderenhos, levei minha
bandeira e aplausos pela luta em
preservar El Paramo de Santurbán. Assista o Vídeo que a TV catequista não vinculou
Pelo futuro da humanidade participamos deste V Encontro
Universal de Escritores, e emprestamos nossas vozes aos desfavorecidos as
minorias caladas pelo medo, sem terra sem teto sem chão e sem pão. Sem crença
sem comunhão, salvados poetas com a pena na mão, alçamos as vozes em nome da
preservação; Viva ÁGUA !
A humanidade nos reclama nesta grave crise, em que os
credos, modelos econômicos e políticos não fornecem uma contra partida digna e
justa que reivindique para os seres humanos e a mãe natureza em todo seu
conteúdo a harmonia por Deus desejada. Urge a necessidade de união entre os
trabalhadores da arte, a missão de por em prática o dom para além da sua
criação estética. Não podemos permanecer contemplando de braços cruzados a
destruição do planeta, a humanidade nos convoca, então vamos ajudar a
redesenhar seu destino conectando a estética do nosso trabalho com ética para
abater a tragédia que nos assola, restaurando anseios de um sonho possível e a
confiança nos homens e mulheres que são mais que capitais de consumo e
materialidade... Tornando possível o antes utópico.
Aceitei a convocação
comprometida que sou com as coisas e as causas do Planeta. Deixei meu rasto
nessa cruzada, comunera que sou, em defesa da humanidade.
“Cada um constrói, dia por dia, hora por hora, muitas vezes
sem mesmo o saber, seu próprio futuro. A sorte que nos cabe na vida atual foi
preparada pelas nossas ações anteriores, da mesma forma edificamos no presente
as condições da existência”. Nonato
Marques
Poesia é o oásis, maná, o arco-íris, o farol que ilumina o
caminho para o "porto seguro" de verificadas saudades… Cada poeta é
um missionário… Portador de boas novas e cada encontro é um templo sagrado para
pregar a parábola do compromisso.
Hernando Ardila González- Organizador deste magno evento.
Monção do V ENCUENTRO
UNIVERSAL DE ESCRITORES
VUELVEN LOS COMUNEROS
SANTANDER - COLOMBIA
DEL 10 AL 14 DE
NOVIEMBRE
HOMENAJE AL AGUA
Nós, poetas e
escritores, de diferentes partes da geografia universal nesta homenagem a água,
erguemos nossa voz como um alerta de solidariedade a todos os povos afetados
por empresas nacionais e internacionais que depredam as fontes de vida para
obter benefícios capitais contra a Mãe Natureza.
Unimo-nos em uma só
voz, e através da poesia unificadora da esperança, elevamos um grito comunero
em favor da vida, e da autodeterminação dos povos a levarem seus próprios
projetos libertários, a favor de uma educação gratuita e inclusiva em todos os
níveis e modalidades.
E a favor da
esperança que jamais seja perdida, não deve ser dizimada, pelas propostas
massificadas que nos vendem os meios de comunicação, para construir um
pensamento globalizado. Aniquilando culturas, originária de nossos povos dominados
pela desinformação que os condena a morte e a alienação constante, pelas
grandes corporações que ameaçam incitando no consciente coletivo o afamado
consumismo.
Neste V Encontro
Universal de Escritores, nos Poetas e escritores aqui reunidos, participamos cocientes
que somos do progresso autónomo dos povos, e elevamos nossa voz pela vida,
solidários com a luta dos povos pela paz e pela justiça social. Pelas
diferentes guerras, ocasionadas pelo poder e as constantes ameaças contra
nossos povos originários, erguemos um brado por respeito aos seres humanos, e
por nossa forma de ver que se extingue a vida, exigimos que preservem os nossos
recursos naturais, especialmente a água.
Uma nascente de agua
sem contaminação é a garantia da vida em qualquer parte do planeta. E na luta
por um mundo mais saudável menos contaminado por dejetos, levamos em conta que
o ser humano deve apelar para sua ancestralidade, onde a agua simboliza o
sagrado.
Cantamos ao Deus Rio,
a Deusa Chuva, e aos mares que vão e vem em cada uma de nossas costas e sonhamos
com uma realidade, longe das utopias, onde a água deixe de ser vertente de substancias
química, radioativa tão contaminante. Assim como protestamos pelo abuso de quem
com a força do capital, se apropria das fontes de águas límpidas devolvendo a
mesma contaminada.
Somos solidários com
essa parte da humanidade que sofre de sede, que não tem agua necessária para
suas necessidades cotidianas e nem se quer pode desenvolver um plantio
sustentável por falta de agua para regar sua semeadura. Com essa parte da
humanidade que tem que pagar caro para adquirir a mesma, que em muitos países é
tão cara como para nos é a vida. Levantamos nossas vozes porque nos opomos à guerra pela água.
Este recurso natural
pertence a todos nos e é por ele que além de unir nossas vozes pela preservação
do meio ambiente proclamamos um basta de contaminação a agua, porque em sua
ausência, a vida perderá o sentido. A agua é o bem natural mais importante, é
por ela que a vida se mantém no planeta terra.
Esse foi o sentido
humanitário desse encontro. Elevamos nossas vozes como um rio de esperança
conscientizando a alma dessa cidade que nos acolheu. Bucaramanga a capital da
poesia e da beleza. Semeamos bosques para conservar os rios. Semeamos palavras
para alimentar as consciências.
Redatora da monção: Ingrid Chicote- Venezuela
Tradução: Deth Haak
“A Poetisa dos
Ventos” Natal- Brasil
domingo, 11 de setembro de 2011
" Falta de Educação, O oitavo pecado"
" O importante da educação não é o conhecimento dos fatos, mas dos valores.”
( Dean William R. Cinge ) 
Ser educado é algo admirável, mas ultimamente a solução é ignorar os ignorantes porque jamais vão entender qualquer explicação para melhorarem o comportamento. Com o passar do tempo ou eles mudam para melhor, ou continuam vivendo na ignorância por não ter capacidade de raciocinar que “o direito de um termina quando o direito do outro começa”. Pode ser falta de capacidade?! Pode! Afeta as pessoas, mas afeta muito mais quem rola na lama da ignorância acreditando que tem liberdade para fazer tudo o que quer.
Lamentável… Dignos da miséria humana que “acha” que pode tudo! Observe: na maior parte são pessoas infelizes e agressivas porque vivem nas trevas, vivem no “apagão” da boa convivência em sociedade! “ há apagão” na educação!”"O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele."
( Immanuel Kant )
Hoje, uma das coisas que mais me impressionam é a falta de educação e de valores do ser humano. Não me faltam exemplos de pequenos e grandes atos em que vejo prevalecer o interesse pessoal em detrimento do respeito pelo outro ou pelo meio ambiente e imperar a Lei de Gerson – a lei de levar vantagem em tudo.
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| UFRN- |
“A educação é aquilo que sobrevive depois que tudo o que aprendemos foi esquecido”.
B. F. Skinner
Exemplo que vejo dessa perda de modos e boa educação é quando, num local de grande concentração de pessoas, seja numa feira livre, num show ou num ônibus/metro/trem , você esbarra com mais forca em alguém e pede desculpas, ou simplesmente pede licença para passar por onde ela está e essa pessoa e muitos ao redor, te olham com cara de estranheza. Como quem se pergunta "de que planeta essa ai veio?". Vejo que essa interação polida com estranhos se perdeu por completo.

Vamos a situações que têm me causado repulsa nos últimos tempos. A começar pelo comportamento das pessoas nos eventos e teatros que tenho frequentado, a inversão de valores parece modismo nos tempos atuais! As pessoas saem de suas casas para uma audição de poesias ou espetáculos, e agem como se estivessem em mesas de botequins de quinta no submundo das cidades. Ora como poeta, saio para determinados eventos para alimentar a alma e volto como a Nêga Joaquina no tronco, ou ,melhor com a macaca...
Sem querer me adonar da educação exarcebada, é insuportável enquanto uns se apresentam, outros conseguem até mesmo dar as costas, isso quando não estão falando no meio das apresentações. Há poucos dias, perdi a paciência no teatro e ai, baixa a Maria lata d´agua. Dona Julia a senhora minha mãe, sempre disse que essa sua filha, vai do Caís do Porto ao Itamaraty em um só sopro. Venho procurando amenizar essa procela, e para isso tenho que conviver em comunidade, mas penso que estou velha demais para tolerar a tamanha falta de educação e respeito nos últimos tempos.“ Quando um burro fala, o outro abaixa a orelha”
Quem de nós se esqueceu desta máxima? Coisas de menino nos bancos escolares. Putz tá difícil... No supermercado: aí observo vagas de estacionamento exclusivas de deficientes e idosos ocupadas, na maioria das vezes, por jovens saudáveis.

No aeroporto, a prioridade na fila de embarque para os voos (sempre anunciada) é de pessoas mais velhas ou com crianças, mas quem geralmente entra primeiro no avião são executivos apressados ou passageiros que temem perder a viagem.
Nos ônibus, mais uma vez os idosos saem perdendo: eles normalmente têm que fazer o trajeto em pé enquanto indivíduos de bem menos idade seguem acreditando que merecem o conforto de irem sentados.
Nas ruas, noto gente ignorando as fezes deixadas por seus cães. Nos cinemas, apesar das advertências, celulares tocando alto e sendo atendidos para conversas sem importância. Neste exato momento estou vivendo essa agressão, meu vizinho podando a árvore e acumulando os galhos enfrente a minha casa, local que mantenho limpo com um jardim plantado por mim. Aqui não é sua casa
Portanto, mantenha limpo
Pois se o vento criar asa
Vai te reduzir á pinto!
Deth Haak
Haja paciência, vou ter que conviver com esse cenário até que eu pague a alguém para retirar, e jogar em qualquer lugar, para continuar poluindo o meio ambiente, entupindo a boca de lobo. É ou, não é falta de educação, não respeitar o outro? Ele acha que é obrigação do Município retirar entulhos das ruas.
Dentro do avião isso também ocorre, mesmo quando a instrução para que os aparelhos sejam desligados já foi dada. No comércio, sobram episódios de atendentes sendo maltratados por clientes que se acham detentores absolutos da razão. E no trânsito... Como as pessoas se transformam! Como se acham poderosas dentro de um automóvel!
Na praia, mais decepção: quanto lixo na areia, na água... Fico imaginando o “capricho” dos responsáveis por toda essa sujeira dentro de casa e a falta de educação e atenção com os seus entes queridos. A boa educação está em dar uma forma educada às nossas palavras justamente para não sermos grosseiros e agressivos. A questão não passa em momento algum por "nossas verdadeiras intenções". aliás, nada mais incomum do que ser 100% educado e polido com quem você quer ver morto.
Alias, diz a minha mãe, boa educação a gente precisa é pra tratar quem odeia: porque já somos naturalmente polidos com quem gostamos....
Bem, como eu disse logo de início, exemplos não faltam para lamentar – eu poderia encher muitas páginas com eles. Refletindo a respeito, pergunto-me onde foram parar os valores do homem. Não consigo compreender como as pessoas aceitam trocar cidadania, educação, gentileza e a possibilidade de estar em harmonia com seus pares pelo prazer sádico de obter vantagem sobre os outros de forma antiética.Apesar de tudo isso, digo e repito, quantas vezes for necessário: os que cultivam educação, respeito e valores positivos, colhem resultados melhores e duradouros para sua vida pessoal, profissional, familiar e comunitária, até porque, desse modo, conseguem manter uma boa imagem perante a sociedade. A fórmula para tanto é simples e, inclusive, muito antiga: respeitar e tratar os outros, como você próprio gostaria de ser respeitado e tratado. Se todos seguissem essa regra, com certeza a maioria – se não a totalidade – dos conflitos do mundo estaria resolvido.
No livro " Educação enferruja, por falta de uso", de Toulouse-Lautrec, pintor francês, tem um texto chamado “A elegância de comportamento” que fala de uma elegância própria, “desobrigada” e natural. Isso porque ela não tem a ver com manuais de etiqueta, mas com convicção pessoal. Trata-se de uma postura que decorre de um profundo respeito por si e pelo outro. É deselegante ser mal educado!![]() |
| http://olhar45.blogspot.com/2008/05/gentileza-figura-lendria-pregava-perdo.html |
É a elegância que nos acompanha da primeira hora da manhã até a hora de dormir, e que se manifesta nas situações mais prosaicas, quando não há festa alguma nem fotógrafos por perto. É uma elegância desobrigada. É possível detectá-la nas pessoas que elogiam mais do que criticam. Nas pessoas que escutam mais do que falam. E quando falam, passam longe da fofoca, das pequenas maldades ampliadas no boca a boca. É possível detectá-la nas pessoas que não usam um tom superior de voz ao se dirigir aos flanelinhas, por exemplo. Nas pessoas que evitam assuntos constrangedores porque não sentem prazer em humilhar os outros. É possível detectá-la em pessoas pontuais. Elegante é quem demonstra interesse por assuntos que desconhece, é quem presenteia fora das datas festivas, é quem cumpre o que promete e, ao receber uma ligação, não recomenda à secretária que pergunte antes quem está falando e só depois manda dizer se está ou não está é oferecer flores, é não ficar espaçoso demais. É você fazer algo por alguém, e este alguém jamais saber que você teve que se arrebentar para fazê-lo... Porém, é elegante reconhecer o esforço, a amizade e as qualidades dos outros, é não mudar seu estilo apenas para se adaptar ao outro.
É não falar de dinheiro em bate-papos informais. É retribuir carinho e solidariedade. É o silêncio, diante de uma rejeição...
Sobrenome, jóias e nariz empinado não substituem a elegância do gesto.Não há livro que ensine alguém a ter uma visão generosa do mundo, a estar nele de uma forma não arrogante. É elegante a gentileza. Atitudes gentis falam mais que mil imagens... Abrir a porta do carro para alguém é dar o lugar para alguém sentar... Sorrir, sempre , faz um bem danado para a alma e deixa a face longe do botox... Oferecer ajuda e olhar nos olhos, ao conversar é essencialmente elegante...
Adaptação de texto extraído do Livro: EDUCAÇÃO ENFERRUJA POR FALTA DE USO [pintor francês e deficiente físico, Henri TOULOUSE LAUTREC (1864-1901).Roberto Da Matta quando explorava o "tempo social da espera". Ele dizia, entre outras coisas, que no Brasil fazer esperar é um atributo de quem tem poder, daí, todo mundo gosta de dar uma atrasadinha pra não ficar por baixo.
Todos os atributos de educação, como a pontualidade, por exemplo, acabam sendo identificados com alguma forma de submissão. Daí, como lembrou o Fernando Serboncini, a boa educação se limita a "se eu não encostar em vocế, não falar palavrão ou não agredir pessoalmente" (e por agredir, acho que é dedo no olho e tapa na cara, pois o verbo parece liberado nessa percepção reduzida de boa educação).
Enfim, em 'Casa Grande e Senzala' se encontra a 'Microfísica do Poder' (só pra fazer uma citaçãozinha e fingir erudição).
Deus nos livre desses “apagadinhos” !!!"Lembre-se de que colheremos infalivelmente aquilo que houvermos semeado. Se estamos sofrendo, é porque estamos colhendo os frutos amargos das sementeiras errôneas. Fique alerta quanto ao momento presente. Plante apenas sementes de sinceridade e de amor, para colher amanhã os frutos doces da alegria e da felicidade. Cada um colhe, exatamente, aquilo que plantou."O importante de fato é a educação, pois civilidade cabe em qualquer bolso e lugar, estamos vivendo situações absurdas independente de berço.
Onde o ensino é relegado,
(Derek Bok)Onde o ensino é relegado,
E as letras não têm valor,
Há de pagar ao soldado,
Quem não paga ao professor!
Antônio Oliveira“ Se você acha que a educação é cara, tenha a coragem de experimentar a ignorância”terça-feira, 6 de setembro de 2011
Independência, de que mesmo heimmmm?
Dependentes de melhor renda distribuída, 30% da população abaixo da linha de pobreza, dependentes da Educação que incide a precariedade mais que perversa aos mais pobres, dependentes de saúde que não consegue atender com qualidade e dignidade uma grande parte da população, que muitas vezes não tem condições sequer de marcar uma consulta ou quando consegue em muitos casos demora meses para sua efetivação, mas dependentes...
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| Imagem de Aldair Dantas- Hospital Walfredo Gurgel |
Da cega justiça extremamente morosa e de difícil acesso para os mais pobres, aplicando penas aos ladrões de galinha e absolvendo os saqueadores do erário publico, com defensorias públicas ainda bastante insuficientes e com inúmeros privilégios para quem tem dinheiro...
A faixa cobrindo-lhe os olhos significava imparcialidade: ela não via diferença entre as partes em litígio, fossem ricos ou pobres, poderosos ou humildes, grandes ou pequenos. Suas decisões, justas e prudentes, não eram fundamentadas na personalidade, nas qualidades ou no poder das pessoas, mas na sabedoria das leis. Hoje, mantida ainda a venda, pretende-se conferir à estátua de Diké a imagem de uma Justiça que, cega, concede a cada, um o que é seu sem conhecer o litigante. Imparcial, não distingue o sábio do analfabeto; o detentor do poder do desamparado; o forte do fraco; o maltrapilho do abastado. A todos, aplica o reto Direito.
A história diz que ela foi exilada na constelação de Virgem mas foi trazida de volta à Terra para corrigir as injustiças dos homens que começaram a acontecer.
Mais tarde, em Roma, a mulher passou a ser a deusa Iustitia (ou Justitia) , de olhos vendados, que, com as duas mãos, sustentava uma balança, já com o fiel ao meio. Para os romanos, a Iustitia personifica a Justiça. Ela tem os olhos vendados(para ouvir bem) e segura a balança com as mãos (o que significa ter uma atitude bem firme). Distribuía a justiça por meio da balança que segurava com as duas mãos. Ela ficava de pé e tinha os olhos vendados; dizia (declarava) o direito (jus) quando o fiel (lingueta da balança indicadora de equilíbrio) estava completamente vertical.
Isso nos mostra o contraste entre o gênio prático dos romanos e a sabedoria teórica dos gregos; vale a pena relembrar que a influência de nosso direito é romana. O Brasil precisa rever esse contexto!
Benjor cantou:
“Moro num país tropical, abençoado por Deus
E bonito por natureza, mas que beleza
Em fevereiro (em fevereiro)
Tem carnaval (tem carnaval)...
Rolf Haak já dizia: Venham para o Rio de Janeiro no CARNAVAL, não tem violência, todos estão solidários nos barracões das escolas de samba. “ Povo patriota" durante a Copa do Mundo! Mata e morre nos estádios de futebol. Conta a fábula, que na criação do mundo quando os anjos interpelaram o criador por tanta beleza e fartura colocada no Brasil, o Pai falou: Calma: vocês irão ver o Povo que o habitará...
O Brasil se tornou Independente e o povo mais pobre se quer acompanhou ou entendeu o significado da "INDEPENDÊNCIA !" A estrutura agrária continuou a mesma, a escravidão se manteve e a distribuição de renda continuou desigual. A elite agrária, que deu suporte D. Pedro I, foi à camada que mais se beneficiou.
E continua se beneficiando, basta rever os sobrenomes que ocupam os quadros do Senado Federal, Congresso Nacional, Governo nas Capitais...
Os grandes latifundiários decidindo os destinos da nação, não mudaram nada! “ Temo no próximo ano, dia Sete de Setembro dia da Independência do Brasil , não nas margens do Ipiranga, mais daqui do Rio Grande do Norte cotovelo do Brasil, na linha do equador ter que voltar a gritar, não como D. Pedro I, Independência ou morte, pois o meu povo, já morre sem sáude , sem educação de fome e de sede, e sim como brasileira " Acorda Brasil" !
Independência, de que ????
P Pessoal, não é lorota o que escrevo!
A A atividade política que presumo
T tece o vilipêndio no aparentar coeso;
R razão intrínseca no ser humano:
I Iludir as partes, na premissa que vejo
A Aqueles que nos humilha até no sono...
A A natureza disfarçada de muitos
M molda os formatos da realidade,
A afetando a memória dos ilusos
D dimanando a burrocracia é verdade;
A anarquistas, a conduzir os exclusos!
B brava gente, prenhe de mistérios
R reaja a desigualdade que nos assola
A arquitetemos o extermínio dos deletérios
S surrupiadores, que ao Povo doa esmola;
I impunes das leis, que em seus ministérios
L laminam a espada de Dâmocles!
por Deth Haak
“A Poetisa dos Ventos”
Sociedade dos Poetas Vivos e Afins-RN
Cônsul Poeta Del Mundo – PN
Embaixadora Universal da Paz
“A Poetisa dos Ventos”
Sociedade dos Poetas Vivos e Afins-RN
Cônsul Poeta Del Mundo – PN
Embaixadora Universal da Paz
“Que país é este
Que junta milhões numa marcha gay,
Outros milhões numa marcha evangélica,
Muitas centenas numa marcha a favor da maconha,
Mas que não se mobiliza contra a corrupção?”
(07/07/2011 Juan Arias, correspondente no Brasil do jornal espanhol El País)
MÃE GENTIL QUE MATA FILHOS,
E PAIS SEM DIGNIDADE, MORRENDO
ESTÃO SEUS MENINOS NA PRIMEIRA IDADE...
TEMEM SER JOGADOS À PRÓPRIA SORTE,
GRITAM ÀS MARGENS DE SEUS RIOS ASSOREADOS
INVADEM TERRAS DEVOLUTAS
FAMINTOS, AMADA PÁTRIA DOURADA.
FOGEM DA LUTA, SEUS FILHOS DESNUTRIDOS,
DESERTORES DA AMADA PÁTRIA, DOENTES.
ESCOLAS DESTRUÍDAS, PANELAS VAZIAS, BOLSOS CERZIDOS,
DESERTORES DA AMADA PÁTRIA FAMINTA.
MÃE DESALMADA, GIGANTE DESTRUÍDAS SUAS MATAS,
ESPELHAM FUTURO DESESPERANÇADO,
INJUSTIÇADO, ENFERMO. AMADA PÁTRIA DOENTE,
OS BRAÇOS FRACOS ANSEIAM IGUALDADE,
IMPOTENTE AMADA PÁTRIA.
BRITADEIRAS, BOMBAS E CAÇAMBAS,
PROVOCAM TUMORES EM SEU ÚTERO,
JORRA DO FUNDO SEU SANGUE NEGRO,
MÃE DESNUTRIDA,SUTURADA, QUEIMADA, FERIDA,
QUANTA HERESIA... AMADA PÁTRIA PROMETIDA...
dh 27/04/2005
" A Poetisa dos Ventos"

13:48
POTYVERSANDO























